quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

crônica crítica do efêmero

Eis um texto que considero emblemático do que seria uma crítica cultural e de moda. Digitei o texto para conversar com os alunos, e mostrar um estilo de crítica que praticamente não existe mais: a crônica!

Segue então esse presente, daquele que é um dos grandes cronistas de todos os tempos: Nelson Rodrigues. Não importa se o referido escritor era um reacionário, nostálgico... O que está em questão é o olhar histórico amplo, desprendido desse ou daquele mundinho social, e que conecta coisas várias, e as relaciona de forma imprevista e com uma erudição que desvela toda uma época, com suas imagens, seus valores, suas "necessidades", suas aparentes imposições e seus pré/conceitos.

Não se trata, ao ler a crônica do Nelson, de tomar o partido do bem, da nostalgia do paraíso perdido, isto é, dizer que os tempos mudaram e para pior, que bom mesmo era o passado, e que estamos perdidos (ainda que estejamos). A crítica rodrigueana pode ser útil e atual para mostrar que a efemeridade histórica dos sistemas de valores sugere que nos apeguemos menos aos modismos do presente, e olhemos mais ao longe.

:: fábio azevedo ::

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VELHOS ESPARTILHOS (Nelson Rodrigues)


Cada época se assoa de uma certa maneira. (Não falo da grã-fina atual, que não se assoa, nem usa lenço. Na belle époque, porém, a mulher não tinha esse pudor nasal. Por exemplo: - numa frisa de ópera, uma bela senhora puxava o lenço e, diante da platéia interessada, assoava-se com um som de trombeta. Era sublime.)
Já as gerações seguintes tinham outros escrúpulos e recatos. E uma bonita senhora só usava o lenço em último recurso, e quando a coriza já pingava. Mas não havia o som comprometedor. Em nossos dias, chegamos à solução ideal: - uma grã-fina não usa nem lenço, nem som, nem coriza. Até hoje, que me lembre, não vi nenhuma capa de Manchete com sinusite.
Mas, assim como uma época tem um estilo para se assoar, usa outro para se vestir ou para se despir. Eis a pergunta que me faço: - como se veste, ou como se despe a presente geração? A rigor, todo mundo está mais interessado em se despir. Vivemos a mais despida das épocas.
Na minha infância profunda, o Brasil inteiro cantava uma modinha que, entre outros, tinha o seguinte verso: “Cobre, me cobre, que eu tenho frio”. Ah, eu andava pelos quatro, cinco anos. Não percebia a insinuação erótica, nem desconfiava que havia, ali, uma nudez confessa. “Cobre, me cobre, que eu tenho frio”. Hoje, nenhuma menina ou senhora está interessada em se cobrir.
A nudez feminina perdeu todo o suspense e todo o mistério. Nas minhas Memórias contei um dos mais violentos traumas de minha infância. Foi numa batalha de confete da praça Saenz Peña. Teria seis anos, ou cinco, talvez. Cinco. Em cima do meio-fio, atracado às saias de uma vizinha, eu espiava o corso. E, de repente, fez-se, na praça, um silêncio ensurdecedor.
Sim, foi um silêncio de se ouvir em toda a cidade. Lá adiante vinha o carro aberto; e, dentro dele, uma odalisca. Mas odalisca era o de menos. Seria bonita, feia, ninguém sabe. O patético é que havia uma abertura na fantasia, um decote abdominal. E, por aí, pela modestíssima nesga de carne – irrompia o cavo umbigo. Daí o assombro total.
Eis o que eu queria dizer: - a primeira nudez que eu vi, na minha vida, foi um umbigo. Há entre mim e essa batalha de confete toda a imensa, espectral distância de meio século. Cinquenta anos. Pois, até hoje, o umbigo pretérito ainda atropela meus sonhos.
Hoje, a nudez não custa nenhum esforço. Com dois ou três movimentos, qualquer uma se despe. É, se assim posso dizer, uma nudez fulminante. Na época do espartilho, não. Eu fui, confesso, um menino fascinado pelo espartilho. Já com dez anos, subi, certa vez, no sótão lá de casa. Morávamos, então, em Copacabana, na rua Inhangá, nos fundos do Copacabana Palace. Na casa do lado, havia um menino chamado Edgard, que é, hoje, se não me engano, engenheiro.
Mas deixemos o Edgard. Subi ao sótão e encontrei lá uma mala cheia de roupas antigas, exatamente roupas da belle époque. No meio de velhas plumas, de chapéus espectrais, descobri um espartilho, cor-de-rosa. Muitos anos depois, escrevi minha peça Vestido de Noiva. E a heroína também sobe ao sótão, também abre uma mala da belle époque e também descobre um espartilho. (Mas estou misturando as coisas.)
O espartilho explica todo um comportamento feminino. Do mesmo modo, o fraque influía nas maneiras, idéias e sentimentos masculinos. O homem de fraque estava sempre ereto, de fronte alta, como se estivesse ouvindo o Hino Nacional. Não sei se me entendem, mas acho que o espartilho criava entre a mulher e sua nudez, entre a mulher e o pecado, uma distância física e psíquica. Despir-se era um esforço, uma paciência, quase um martírio. E uma bonita senhora deixava de ser uma Ana Karenina – por preguiça.
E outra coisa: - assim como influía nas maneiras e sentimentos da mulher, o espartilho fazia o seu tipo físico. Pode parecer exagero. Nemtanto, nem tanto. Como se sabe, cada época tem seus quadris típicos. Antes da primeira batalha do Marne, e até à primeira batalha do Marne, a brasileira tinha outros flancos. Uma menina de catorze anos precisava pôr-se de perfil para atravessar as portas.
O sujeito olhava a mulher e via, nos seus quadris fortes, uma generosa promessa de fecundidade. Nada mais normal do que uma mulher ter oito filhos. Lembro-me de mães de vinte, 22 filhos. Hoje, a partir dos dez, a mãe recebe um prêmio do Chacrinha, medalha, o diabo. Mas era a brasileira. O casal que parava no primeiro filho arrancava os cabelos de vergonha e frustração
Em nossos dias, cabe a pergunta alarmada: - onde estão os quadris? Não se pode nem falar em “cadeiras”, porque não há mais cadeiras. E, súbito, esbarramos numa realidade surpreendente: - o tipo manequim. Ele se multiplica por toda a parte. Está na PUC, na praia, nos colégios, nas calçadas. A beleza sem quadris, sem peso, sem busto e, numa palavra, o manequim.
Outro dia, um amigo meu, desesperado, bramava: - “A brasileira nunca foi manequim!”. Bufei: - “Nunca”. Mas tanto eu como o meu amigo somos vencidos, convencidos e humilhados pela evidência. Realmente, a brasileira nunca foi manequim. De Debret para cá e antes e depois de Debret, a brasileira nunca foi manequim. Até há pouquíssimo tempo, não era manequim.
Não era. Um dia, porém, o brasileiro acorda e constata o seguinte: - está namorando um manequim; vai se casar com um manequim; e, se trair, há de ser com outro manequim. Nas velhas gerações, a brasileira não se parecia com uma alemã, ou uma inglesa, ou uma americana. E, de repente, parece gêmea dos modelos profissionais que posam nas revistas de Londre, Nova York, Paris.
Outro amigo me pergunta se eu não noto menos feminilidade por aí. E, então, eu me lembro de um Rio em que as mulheres tinham um certo halo de histeria. Há anos e anos e eu quase dizia: - há várias gerações que não vejo ninguém desmaiar. Alguém poderá explicar a redução de feminilidade e os pobres quadris de manequim.
Não deixa de ser alarmante para o brasileiro. Tem que namorar, amar, trair ou esquecer a antibrasileira. Sob a pressão de novos usos, novas maneiras, novas idéias, novos sentimentos, a brasileira muda também fisicamente e vira a antibrasileira. Contei o caso de um amigo, de 45 anos, que amou uma menina de vinte. Ah, nós sabemos o que é uma dessas paixões tardias que levam tudo de roldão, tudo. O meu amigo estava disposto a largar família, fugir, o diabo. Até que, um dia, vai ver a garota e ela o recebe com uma saraivada de palavrões jamais sonhados. Mais tarde, contando-me o episódio, ele esbravejava: - “Um manequim, um manequim!”.
Para ele, a explicação de tudo estava nos quadris estreitos. Não tinha quadris, donde tinha que ser uma impotente do sentimento. Uma antibrasileira.


[12/2/1968]

indagações

Qual a importância do vestuário na formação da identidade das pesoas? É possível ao indivíduo, num esforço de autonomia que busca a emancipação, contruir um estilo próprio, trasformando-se de escravo da moda em escravo de si mesmo?
"Airton Embacher, Moda e Identidade: A contrução de um estilo proprio."

Porque será que deixamos nos levar pela pura vaidade do desejo consulmista? O que nos leva a comprar compulsivamente? seria a mídia? Que hoje usa um comunicação impositora, que nos faz sentir culpa por não adquirir esse ou aquele produto que esta sendo lançado 'ou' reinventado no meracdo!

Edvania - Turma: B Turno: Tarde/Terça Feira

A MODA É NESCESSÁRIA?

Às vezes fico me perguntando, será mesmo a moda necessária?. Será que estar fora de moda nos diminui como seres humanos ou nos faz perder espaço na sociedade?. Sempre que ando pelo centro da cidade ou nos shoppings, fico vendo o quanto às pessoas tentam se parecer com aqueles que estão na mídia, o quanto elas saem de si e buscam se tornar o outro vestindo o que eles vestem, calçando o que eles calçam e às vezes nem percebem o quanto ridículo é estar usando um look que nada tem a ver com seu corpo ou com sua situação social. Esta perda incessante do eu pelo outro no puro desejo de busca de se fazer presente ou vista por todos faz com que, a identidade de cada um não mais tenha seu valor. Desta forma, travestindo-se então de manequim, o homem busca a cada temporada, a cada inventividade lançada no mercado da moda, vestir-se e ser visto seja lá de que jeito for. Com isto, a fidelidade ou forma de assumir sua situação social ou ainda a harmonia e humildade que cada ser humano deve ser possuidor, são jogados no lixo.


Chico Gomes
Fotógrafo
Turma B - Tarde

terça-feira, 4 de novembro de 2008

AS GALOCHAS

O despertador tocou. Seis horas,tenho que levantar. O café já estava à mesa, ainda com sono me sento, fico olhando pela janela uma senhora que passa com seu cachorro na rua. Ela devia ter uns cinqüenta anos, mas vestia-se como se à sua juventude estivesse voltado, calcava galochas cor de rosa, que eu nunca ousaria usar, chama muita atenção. Será que a intenção dela era essa? Não sei, mas chamou a minha.
Me arrumei, fui para o trabalho. O dia era calmo, não havia muito o que fazer, fiquei ao computador digitando relatorios. O tempo passava depressa, eram quatro horas da tarde. Lembrei-me da senhora com galochas, entrei no site do google e fui pesquisar de onde surgiu aquela novidade. Descobri que aquelas galochas eram moda na europa, e agora estavam sendo vendidas no Brasil. Que legal, uma senhora tão antenada nas tendências da moda, e eu nem sabia que essa moda existia.
Acho que vou comprar um par pra mim. O expediente acabou. Enfim, vou pra casa. Quando chegei à porta de casa, olhei para a rua, e lá vinha a senhora novamente.
- Boa noite, senhora?
- Boa noite, tudo bem?
- Sim, que galochas legais!
- Você acha mesmo?
- Sim, achei.
- Pois eu não gostei, são muito chamativas para uma pessoa como eu, só às estou usando porque vim passar o dia na casa da minha neta, minha sandalia quebrou, e a unica coisa que me serviu foram essas galochas estranhas.
- Foi, mas a senhora ficou bem com elas.
- Já vou, até logo.
- Thau!
Que engraçado, eu fiquei pensando que ela estava na moda, e ela só não queira ficar descalça. Amanhã vou ao shopping. Vou comprar galochas coloridas.

VERONICA RODRIGUES
TURMA-A TARDE

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Acossados

Lendo a minha revista mag número 10 eu vi uma materia super interessante sobre os Acossados. Primeiro é relevante falar que sou fã da revista mag, acho ela super bem feita, voltada mesmo para as pessoas que pensam moda...Voltando ao assundo Acossados ( termo em portugues) vêm do termo Squat que originalmente significa Acocorar-se, mas há quase quatro decadas o Squatting significa habitar uma propriedade em desuso com o proposito de acomodação ou como centro de atividades sociais. Hoje milhares de jovens sem recurso transformam imóvies abandonados em moradias, fazendo do squat um estilo de vida. Eles decoram os locais com mobilias recicladas, defendem causas ambientais, criam regras de convivencia social...uma nem tão nova tribo urbana. Hoje a estimativa é que existam cerva de 15 mil squatters em Londres. Como sempre Londres é o berço das novas tribos moderninhas né...Será que essa nova tribo vai se difundir nas demais metropoles???
bjs, Maria Dilia
http://comendocereja.blogspot.com/

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O invisível na moda...

A moda é um universo amplo, complexo...Poucas pessoas procuram entener o que está por trás daquela roupa que está na passarela. Esse é o invisível da moda!
Atrás das cortinas existe um outro mundo, todo um trabhlo de pesquisas de gostos e tendências, novas tecnologias etc. Há todo um sentimento que aquela roupa procura passar, uma cultura ou ideologia que ela representa. A roupa fala por nós!É a parte dos nossos sentimentos e pensamentos que deixamos visível para que haja uma interpretação (ou não?) do comportamento, do grupo ao qual pertencemos (ou ao qual desejamos pertencer), a classe social e o nível de cultura.
Cultura é a palavra chave. No texto do Nelson Rodrigues - "Velhos Espartilhos", ele mostra perfeitamente essa relação entre a moda e a cultura que ela representa.
O invisível da moda é, principalmente, a cultura, a caracterização dos pensamentos e sentimentos...a moda é efêmera, mas quando agregada à nossa cultura não deixa de existir um pouco dela em nosso estilo...(e isso levaremos para sempre).

Danny Guerra e Danielle Ponte
Turma A - Tarde

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Cultura - Moda - Cotidiano - Cidade

Relembrando as aulas ,vimos que o modo como nos comportamos,pensamos,vestimos...depende muito do meio a que estamos conectados.
O povo brasileiro tem suas particularidades, mas quando nos inserimos na vida e cultura de cada estado brasileiro começamos a diferenciar essas particularidades.
É ai que notamos que a educação,o clima...difere muito as pessoas de estado para estado,tanto na sua forma de falar, de demonstrar sentimentos ,de vestir...
Cada povo tem enraizado a sua cultura,tem hábitos que são difíceis de mudar,de se transformar,por isso,quando pensamos em fazer moda,temos que estar atentos para quem estamos fazendo e o cotidiano dessas pessoas,fazendo todo um histórico,uma pesquisa a quem queremos atingir,para assim acertarmos sempre.
Porque moda por moda, todo mundo faz,mas uma moda fundamentada,estudada,direcionada é mais difícil de encontrarmos,e esta ao meu ver tem mais chances de acertos.

Marcilane Honorato.
Turma C – Noite.

A MODA , UM MEIO PARA QUE?

REFLEXÂO SOBRE A OBRA DE JUN NAKAO
A COSTURA DO INVISIVEL)
1.A MODA É UM MEIO PARA QUE?

BUSCAR RESPOSTAS DE NOSSAS INDAGAÇOES
PARA ISSO É PRECISO DEFINIR OS ESPAÇOS
CONTAR UM POUCO COM A SORTE
CONSEGUIR ALCANÇAR O INUSITADO
PROPOSTA= “DESTRUIR” A OBRA = EXPÔR O CAOS
O CAOS DO PENSAMENTO QUESTIONADOR QUE BUSCA RESPOSTAS POR MEIO DA EXPRESSÃO “MODA”
MODA PARA EXPRESSAR-SE
MODA PARA CAUSAR SENSAÇÕES NO EXPECTADOR
MODA ESPETÁCULO
MODA & OBJETO DE ARTE
MODA CONSTRUTIVA
MODA VIVA QUE DESMANCHA O PRESENTE, POR SABER QUE O PASSADO FICOU NA MENTE DOS QUE A VIRAM ACONTECER
MODA PARA SER DESLUMBRANTE, NA DELICADEZA DE UM PAPEL TRASNLÚCIDO CAUSANDO UMA IMPRESSÃO SURREAL ”CONVITE PARA O INVISIVEL” (jun nakao)
MODA BEM ELABORADA
DESAFIO DO SENSO DO REAL
TRAZER O LÚDICO AO AMBIENTE SÉRIO DAS PASSARELAS
A MÚSICA USADA COMO CONDUTORA DO OLHAR, AGUÇAR OS SENTIDOS
MELANCOLIA
SURPREENDER COMO O IMPROVÁVEL
ASSOMBRAR, TIRAR O EXPECTADOR DA ZONA DE CONFORTO PARA DISPERTAR UM PENSAMENTO, UMA REFLEXÃO SOBRE AQUILO QUE HAVIA TORNADO-SE ROTINA E AGORA PARECE NOVO
CHOCAR, CAUSAR ADMIRAÇÃO, INCRÍVEL
DEPOIS DO CHOQUE A COMOÇÃO E O GOZO
MODA CONCEITO

“O QUE ACABOU NO TRABALHO VAI EXISTIR PARA SEMPRE NA MENTE DAS PESSOAS” Jun Nakao
Claudia Luz
Noite C

sábado, 4 de outubro de 2008

A MODA É UM MEIO

Eu acho que sim, porque nela achamos varias formas de viver, de estar, de se comunicar, a moda esta em toda parte ela pode estar em uma casa, em uma balada, em uma novela principalmente, pois muitas vezes ela nos aproxima mais ainda das modas de outras e épocas, e ela varia conforme a cultura do local determinado.
Ela nos influência e várias vezes chega ate nós, em forma de protesto, de romantismo, de musica e outros. Vivemos a moda, respiramos a moda, somos a moda. Podemos ate não perceber mais a moda nos acompanha em tudo, para onde formos ela estará lá de uma forma diferente mais, porém presente.
Hoje em dia somos investidos a todo o momento por todas as mídias (rádio, televisão, internet, etc), e estamos em constante influência desta. Com isso posso afirmar que a moda é um meio sim. A moda está em constante transformação juntamente com a personalidade de cada um.
A Comunicação de hoje depende da moda para seguir seu rumo e a explosão numérica do audio-visual apenas aumenta tal competição que cada vez mais irá se firmar sobre o princípio do meio da moda. Além disso, é sobre os numéricos novos programas que será preciso exibir outros encantos, imaginar novas apresentações e novas fórmulas de prender a atenção. Mais do que nunca a pequena diferença, lei da moda, fará o meio.
Resumindo a moda é um meio de expressão, de nos comunicarmos e mostrarmos quem somos, é um meio de expressar tudo. Enfim a moda é um meio do meio.
Maria Elenilce Barros da Silva turma C noite

Couros exóticos

Um dia assistindo aula de fibras e fios a professora nos mostrou algo muito interessante. Sapatos, bolsas, diversos produtos feitos de pele de arraia. Tá, eu não sou a favor de sacrificar qualquer animal para a produção de qualquer produto que seja, mas não deixa de ser interessante este trabalho. A seguir duas imagens, uma carteira e um dos tons da pele, que pode ser tingida de várias cores.





A seguir imagens com produtos feitos a partir do estômago do boi e tecido de tilápia. Muito macio e com textura parecida com o tecido de tilápia, o couro exótico é totalmente nacional. O produto é de fácil manuseio, proporcionando um ótimo acabamento, e tem preço diferenciado quando comparado a outros couros exóticos.







Rebeca Wanderley de Melo
Tuma C- Noite

Moda é um meio para...

Moda é um meio que existe para atender às necessidades físicas e psíquicas das pessoas. Através dela é possível atingir objetivos, é possível até fazer ou não amigos através da forma como você se veste, pode também sentir-se realizado porque está consumindo determinada roupa, porque sedução vem pelos olhos.
A moda é um meio de interação que agrega diversos fatores, através da moda identificamos grupos e a diferença entre eles, a moda tem grande influência sobre as coisas, sobre o modo de se comportar das pessoas.
Hoje em dia a moda mostra o lifestyle, ou seja, a liberdade no modo de se vestir. Hoje as pessoas não se ligam muito às tendências, o legal é sentir-se bem com que o está usando, estar à vontade sem seguir nenhuma regra. A moda é um meio para expressar emoções, de se expressar com relação ao que estamos sentindo em um determinado meio e momento definidos, como quando você está triste pode preferir usar uma roupa escura, ou se está feliz pode usar uma peça colorida.
Assim, através da vestimenta você expõe suas emoções sem precisar falar nada, só através da comunicação visual. São muitos os meios em que a moda está inserida.

Rebeca Wanderley de Melo
Turma C- Noite

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Caos, velocidade e internet

Hussein Chalayan
Hussein Chalayan
Estar acontecendo a semana da moda de Paris, e aqui nesse blog eu não vou ficar comentando sobre os desfiles...porém vou mostrar o desfile do Hussein Chalayan. Ele fez uma coleção totalmente em sintonia com a realidade caótica do mundo de hoje( mundo veloz, situação economica instável) nos mini vestidos justos estampados com carros, ou parte deles, em referência a velocidade que rege nossas vidas hoje. Tudo, principalmente na moda, acontece do modo mais rápido possível. Daí os vestidos curtos evoluem para outros longos, esvoaçantes em chiffon, onde as estampas pintadas à mão ficam mais nebulosas, até a volta dos vestidos mais justinhos. Só que quando se dirige em alta-velocidade a chance de um acidente é bem maior, não é verdade...ainda mais em relação à nossas vidas ( a economia de novo está ai para provar). ...eis que os carros que estampam os vestido começam a aparecem batidos, todos amassados, com vidros quebrados...grande referência ao caos, velocidade de informação, velocidade da vida e os desastres que tudo isso pode ocasionar...

Ou tro desfile importante pelas questões levantadas foi a da dupla Viktor&Rolf...eles sempre inovam de alguma forma, já colocaram a passarela literalmente de cabeça para baixo, já inverteram a ordem do desfile e agora eles democratizaram o desfile deles na internet...explicando melhor...eles trocaram a semana de moda de Paris pela internet...democraticos eles né??? E o esperado desfile aconteceu e teve como referência todo o meio digital, se quizerem olhar é só ir n0 site da dupla : http://www.viktor-rolf.com/index.htm

Bjs, Maria Dilia
Turma B tarde

P.S: quem quiser acompanhar os desfiles de moda internacionais é só ir no

http://comendocereja.blogspot.com/ estamos sempre buscando informações o mais rápido possivel...e sim eu vivo na velocidade da internet!!!

O Cinema e a Moda

Pesquisando na net encontrei um site muito legal,entrando me deparei com um texto interessante e decidi postar aqui para vocês algumas partes desse texto.Espero que gostem !!!

“Com o avanço da tecnologia, e principalmente da comunicação, o mundo evoluiu e a indumentária também. Mas principalmente houve uma evidente evolução na rapidez com que a moda passou a ser disseminada, e essa rapidez ficou mais evidente com a invenção do cinema. Primeiramente por ser mais um meio de comunicação, e em segundo lugar por transformar a roupa e a vida das estrelas num objeto de desejo.
O cinema de início tinha como principais funções registrar acontecimentos e narrar histórias. Por ser um registro de imagens valioso, ele também é visto como uma das principais fontes de pesquisa de moda. De início a questão do figurino não era de tamanha relevância, mas a partir do momento em que os filmes passaram a ser produzidos mais cuidadosamente o figurino passou a ter uma grande importância tanto na função de acervo histórico como para dar realismo aos personagens da trama retratada.
A moda e o cinema tem um grande elo em comum, eles são vendedores de sonhos, o que chega a ser uma necessidade no mundo caótico atual. É por isso que o cinema com o tempo deixou de ser apenas uma referência de moda e comportamento para ser também a grande indústria vendedora de moda do mundo. O cinema se transformou numa vitrine almeijada pelas grandes marcas. A roupa da personagem do filme tornou-se um sonho de consumo.Porém sonho de consumo de uma forma de vida, e não apenas da roupa, que é exatamente o conceito que as grandes marcas de roupas tentam nos passar quando trabalham em conjunto com o cinema. Ao usar um vestido Givenchy, você não é apenas uma diva do cinema. Você é a Audrey Hepburn usando um Givenchy e olhando a vitrine da Tiffany's comendo uma rosquinha. As personagens de Hollywood são as principais fontes de pesquisa na hora que os estilistas poem sua criatividade à tona, sendo as mocinhas de Hitchcock as preferidas e mais imortalizadas pela moda.”

Lista de filmes que pode servir de referência da moda do século XX organizada cronologicamente.

1920 – Moderns (Allan Rudolph, 1987) -1926 – The Lodger (Alfred Hitchcock, 1926)
1931 – Henry e June (Kaufman, 1990) -1939 – A era do rádio (Woody Allen, 1987)
1946 – Gilda (George MacReady e Joseph Calleia, 1946)-1946 – E deus Criou a mulher (Roger Vadim, 1956)-1954 – Sabrina (Billy Wilder, 1954)-1955 – Juventude Transviada (Nicholas Ray, 1955)-1956 – Cinderela em Paris (Stanley Donen, 1956)-1960 – Bonequinha de Luxo (Blake Edwards, 1960)-1962 – Hairspray (John Waters, 1988)-1963 – Os Pássaros (Alfred Hitchcock, 1963)1966 – Blow Up (Michelangelo Antonioni, 1966)-1969 – Hair (Milos Forman, 1979)
1969 – Sem Destino (Dennis Hopper, 1969)-1973 – Casino (Martin Scorcese, 1995)
1975 – Sid & Nancy (Alex Cox, 1986)-1978 – Os embalos de sábado à noite (John Badlan, 1978)1986 – Conta Comigo (Rob Reiner, 1986)-1987 – Máquina Mortífera (Richard Donner, 1987)1994 – Pulp Fiction (Quentin Tarantino, 1994)-1995 – Kids (Larry Clark 1995)

www.overmundo.com.br ( Texto by Sarah Falcão)

Marcilane Honorato.
Turma C - Noite.
Algumas pessoas pensam na moda mais pelo lado criativo e de seus anseios, refletindo o seu gosto pessoal na hora de criar, desenhar...Concebendo assim,algumas vezes,uma moda não usual para os padrões da sociedade.
As pessoas esquecem muitas vezes de projetar o produto vendável, comercial, o que rende frutos (R$).Infelizmente, até a alta costura teve que se render ao comercial,porque sabiam que não durariam muito tempo.
O mundo está em tão constante movimento, as pessoas tão informadas e com um dia-a-dia cada vez mais corrido que estas estão mais decididas do que querem. Por isso, deveremos focar mais nosso trabalho com designer para o que vende, para o cotidiano das pessoas e para as mudanças aceleradas.

Marcilane Honorato.
Turma C - Noite.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Música e eslilo de roupa

Um dia desses fui ao Dragão do Mar, e noitei uma coisa muito interessante, o estilo de se vestor das pessoas, vi como  a musica interfere nisso. Os emos e rockeiros vestem roupas pretas, os que gostam de reggae usam roupas coloridas.
Esse fato me chamo a tenção, as pessoas querem se vestir de acordo com as músicas que escutam, como se fosse para mostrar a quem ver o estilo de musixa que escuta.

Fernanda
Turma C- Noite

Moda é um meio para quê?.

Tal interrogativa nos faz pensar e repensar sobre isso com amplas significativas respostas. Talvez até errôneas ou acertadas para alguns. Percebemos MODA como referência ou referencial. Dela tira-se e propõe-se o que quer. O desejo alia-se ao propósito e a satisfação; isso falando-se em mercadolia. Mas, MODA é um meio em que de tudo que se pode " pensar" ou o que quer "dizer". Desde de sentimentos mais piegas aos fatos mais escabrosos da atualidade, passando pelo animal até ao homem, do sex ao romântico, do folclore as fantasias e por aí vai. Entender que MODA se tornou um meio de/ou para algo é bem sabedor usá-la com objetividade. Leituras ( críticas) poderão ser feitas a favor ou contra. E sendo assim, por ser um meio que comunica, expressa, soma, abrange massas... é bom estarmos preparados para os " louros" ou para os " bombardeios" A MODA se faz MODA aqui, já , agora, por meio de um blog do professor Fábio. rsrs. Fernando Marques - Turma C - noite.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Fotografia










Em primeiro lugar dedico esse post ao meu colega de turma Chico...não resistir pois lembrei dele assim que vi essas fotos. Bom...muito se discuti para que serve a moda, ai lá vamos nós buscar livros, referências históricas tentando descobrir quando a moda nasceu e para o quê ela serve...ai hoje a tarde me deparo com o trabalho do fotografo Hans Silvester que se aventurou pelos paises africanos Kênia, Etiópia e Sudão...e olha as imagens que ele obteve!!! Achei sensacional a tradição de se ornamentar com objetos naturais como raízes, flores, folhas e frutos, isso é da cultura deles mesmo com tanta guerra civil eles ainda se pintam e se enfeitam pelos simples prazer de se mostrar diferente para os outros...isso sim é moda, isso sim é pura vanguarda!


As imagens estão no livro Natural Fashion: Tribal Decoration from Africa by Hans Silvester, editora Thames and Hudson.


Maria Dilia, turma B da tarde


terça-feira, 30 de setembro de 2008

Moda nas ruas.

Vendo o Professor Fábio sempre falar de nós Fortalezense se preoculpar com a aparência.
Passei a observar isso com mais atenção. E andando pelas ruas de Fortaleza percebi que é pura realidade.
Nós Fortalezense para qualquer canto onde vamos sempre temos que passar um boa impressão. E o que seria uma boa impressão? Seria um bom comportamento, ou uma boa imagem? E está arrumado, elegante, ou confortávio?
Para nós ortalezense uma boa impressão, e aquela boa imagem de está arrumado, elegante, bem vestido ou até mesmo confortável dependendo do local e a ocasião. Não é como os outros estados que o conforto em primeiro lugar, exemplo a Bahia podendo, até ser chamado de desleixo em certas ocasiões por nós Fortalezense que nos vestimos conforme o lugar aonde vamos se ao centro da cidade, ao shopping a um show ou barzinho e até mesmo na Faculdade andamos de salto, lenços, cabelos arrumados, roupas lançadas da moda atual e etc.
Não é por a caso que Fortaleza é considerado o segundo pólo confeccionista do Brasil e oculpa o sétimo lugar no ranking de consumo.


Janaína Geysa Ferreira Gomes.

CORES!!!!!!!!!!! O QUE QUEREMOS DIZER COM ELAS??????

Todos nós nos identificamos com alguma cor... E achamos que ela nos representa... Ao menos eu tenho a minha que a identifico assim...
Muitas vezes não notamos, mas as cores nos dizem o que estamos sentindo no momento em que usamos...Notem, no dia que estamos muito coloridos estamos animados, claro cada um com seu jeito de ser.
Muitas vezes notamos isso depois. Quem nunca se vestiu de preto em um dia que não estava se sentindo bem ou triste, claro que isso depende do que cada cor diz para você. Eu mesma um dia teimei para compra uma blusa preta, e me vesti toda de preto, depois notei que aquilo estava representando meu dia... Mas também é uma cor que adoro....
Dia que queremos chamar atenção usamos core forte, que chamam atenção por si e dia que queremos nos esconder não ser notados usamos cores claras da cor da "paisagem"...
Isso é automatico, sem perceber, so que vai dependerdo cada cor significa para cadaum...

Vivianne Rodrigues de Oliveira
Turma A
Tarde
Terça- Feira

A moda na faculdade de moda.

Se começarmos a prestar atenção e formos analisar, iremos perceber, que o curso de moda por si só é um polo de moda, pois as pessoas que frequentam, tanto alunos, como professores, sejam na maneira de vestir, ou de agir, estão sempre antenados com o que está na moda no momento. Muitas vezes essas pessoas lançam moda com seus looks tão diversificados e arrojados.
Outras vezes são criados esteriótipos em relação a determinadas pessoas, porque devido a maneira que elas se vestem são classificadas em determinados grupos, muitas vezes sem pertencer a eles.
Tambem existem pessoas que se unem, começam a conviver e andar juntos na faculdade por se indentificarem e acharem que fazem parte de um mesmo grupo, devido a maneira que pensam se vestem, e pelo gosto em comum naquela determinada área.
Enfim ao meu ver todas as pessoas que obtam por cursar moda, realmente não poderiam estar em nenhum outro lugar, pois são pessoas altamente criativas, que inovam a todo instante, não tem vergonha de se mostrar e nem as suas idéias, e o mais importante são completamente apaixonadas pelo que fazem!
Gabriela, Turma -A, Terça-feira.